Praticamente todas as tradições religiosas e esotéricas do ocidente tem como recomendação a negação dos sentidos e do prazer sensorial colocando este prazer como impecílio para a realização espiritual.
Mas este caminho de negação do prazer só nos aprisiona ainda mais na matéria e nos impede de qualquer conquista espiritual.
A prática da magia sexual e da supra-sexualidade é um dos pilares do sistema de iluminação do gnosticismo moderno mas o que muitos estudantes gnósticos esquecem é que o próprio Samael Aun Weor experimentou em sua vida a necessidade de seguir esse caminho de forma gradual.
A prática da magia sexual em seu grau mais efetivo tem como pré-requisito fundamental alcançar uma relação superior com sua própria sexualidade ou conquistar um estado físico e psicológico adequado para a aplicação saudável e frutífera da fórmula escolhida. Mas este requisito tão fundamental é totalmente ignorado pela grande maioria dos estudantes que almejam à prática e os resultados prometidos pela magia sexual.
Algumas literaturas modernas que tratam do tema da magia sexual costumam classificar a relação que formamos com nossa sexualidade em três grandes níveis: infra-sexualidade, sexualidade normal e supra-sexualidade. Este último representa o estágio necessário para a prática adequada e positiva da magia sexual. Então entender de forma clara o que representa cada um destes estágios é essencial para a obtenção de sucesso na busca da realização espiritual através do sexo.
Talvez não exista prática humana mais envolta em crenças, tabus, medo e desconhecimento do que o sexo. Nem sequer possuímos uma educação formal quanto aos aspectos de nossa sexualidade que possa ser considerada saudável e construtiva. O sexo é um incomodo social e falar sobre ele, discutir abertamente os aspectos de sua prática, suas conseqüências e sua real posição na formação e na vida do ser humano é prática que não encontra foro em nossa vida cotidiana.